Mostrar mensagens com a etiqueta Correspondência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Correspondência. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de abril de 2018

A correspondência como promotora de aprendizagens


Como referem Neves e Silva, 2015 “A correspondência escolar é uma das componentes utilizadas e desenvolvidas pelos docentes do Movimento da Escola Moderna (MEM) para, entre outras, desenvolver a compreensão das crianças/alunos acerca da funcionalidade e do verdadeiro sentido da escrita, bem como para impulsionar actividades em contexto de sala de actividades/aulas (…)”

Na nossa sala fazemos correspondência com a sala da Rita e da Bárbara e na 2ª feira recebemos mais uma carta!

Enquanto líamos a carta e víamos o que nos enviaram, encontramos um desenho com um polvo e o nome de quem o tinha feito!


A pergunta surgiu: "O que está aí escrito?"

"É Luísa"  - diziam alguns
"É polvo porque está aí um polvo desenhado." - disseram outros

Combinamos então deixar estas descobertas para a nossa tarde de descobertas da escrita!

No dia, em grupo pensamos sobre esta questão: cada um contribuiu com os seus saberes para uma construção cooperada de aprendizagens!

Rapidamente percebemos que não era "polvo" que estava escrito...

Encontrando diferentes estratégias foi unânime que seria Luísa!


Em conjunto fomos descobrir como se escreve "polvo". O conhecimento de cada um contribui para os saberes de em grupo que juntos vão mais além! 

Pensamos nos sons das letras, partimos das letras que já conhecemos por fazerem parte do nosso nome ou do nome de alguém que gostamos muito, juntamos as letras e chegamos ao resultado final! 

Analisamos ambas as palavras e percebemos que apesar de terem o mesmo número de letras, Luísa tem 3 bocadinhos (silabas) e polvo tem 2. 

Mas não foi só a palavra "polvo" que descobrimos com a letra "p"... Descobrimos mais palavras e fizemos uma lista de palavras começadas por "p"


Mas nesta carta não encontramos só desafios de escrita mas também um jogo! 

Os meninos da sala da Rita e da Bárbara partilharam connosco o jogo dos arcos que gostam muito de fazer. No dia de jogos sociais, relemos as instruções do jogo, procuramos o material necessário e montamos o percurso, fizemos equipas e começamos o jogo! 



As aprendizagens são muito mais significativas quando partilhadas e vividas com sentido! 



quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Fomos pôr a carta ao marco do correio!

Esta semana iniciamos mais uma vez a correspondência com a sala da Rita, a sala com quem já tínhamos feito correspondência no ano anterior... A Rita é uma amiga da Mónica e educadora numa sala de jardim-de-infância e foi assim que surgiu a proposta de recomeçarmos a correspondência...





E porquê fazer correspondência? Porque a correspondência permite:

  • que as crianças se apercebam e se apropriem de uma das funções sociais da escrita: a comunicação à distância;
  • que compreendam de forma funcional e contextualizada as complexas exigências da escrita;
  • que desenvolvam a linguagem escrita;
  • que compreendam a funcionalidade da escrita;
  • que cada grupo tenha acesso a um meio diferente;
  • conhecer outras formas de trabalhar/organizar o trabalho;
  • criar situações desencadeadoras de aprendizagens significativas contextualizadas;
  • desenvolver a socialização;
  • difundir os produtos culturais produzidos pelos grupos envolvidos. 
Manuela Guedes e Íris Neves, MEM - Sábado Pedagógico de Lisboa, 2017




quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Correspondência na nossa sala!

Nas férias de Natal a V. chegou do fim-de-semana com uma caixa cheia de bolinhos que a avó fez para partilhar connosco. 



Adoramos os bolinhos e para agradecermos a avó da V, resolvemos escrever uma carta...


Depois de escrevermos a carta fomos colocá-la no correio... Se na escola antiga já sabíamos onde ficava o marco do correio (aqui), desta vez, fomos explorar a comunidade e descobrimos a caixa do correio nas bombas de gasolina.


Falamos sobre as diferenças entre a caixa de correio vermelha e azul, vimos as pessoas eacolocarem combustível ou a lavar os carros, partilhamos as nossas vivências neste espaço e ficamos a conhecer melhor a comunidade que envolve a nossa escola.

Mas não é só com a avó da V. que trocamos cartas... Assim, foi tempo de irmos novamente ao correio colocarmos a carta para os nossos correspondentes de outra escola! 


Colocada a carta, voltamos para a escola e tivemos a descobrir onde o carteiro colocava as cartas caso recebêssemos alguma.. Observamos e descobrimos uma abertura no muro da escola, junto ao portão da entrada! "Acho que é aqui...!" diziam alguns, enquanto outros afirmavam com certezas ora porque tinham uma caixa de correio igual "é mesmo igual à da minha casa" ora "porque eu sei mesmo".



Fomos buscar a chave e descobrimos muitas cartas na caixa do correio...


Já na sala, vimos as cartas,  e descobrimos uma destinada a nós... Foi a avo A, avó da V. que respondeu à nossa carta...

Entusiasmados, abrimos a carta e lemos o que dizia avó...



Este tem sido um processo muito significativo e vivido por todos nós.. Desta forma, através das cartas que enviamos e recebemos vamos tomando consciência da funcionalidade da escrita no nosso dia-a-dia e da sua importância.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

"Vamos levar a carta aos correios!"

Na nossa sala recebemos uma novidade que nos chegou pela caixa do correio: uma carta da sala da Carmo (uma vez que agora a sala da Carmo já está nas novas instalações). 

Escreveram-nos a contar as novidades da escola, dos brinquedos novos da sala, da plasticina com diferentes cores e do recreio.

Ficamos muito felizes por saber novidades dos amigos desta sala. Quisemos também nós escrever-lhes uma carta a contar todas as novidades da nossa sala.

Depois de escrevemos a carta, conversamos e combinamos ir pôr a carta ao marco do correio para depois ser entregue à sala da Carmo.


Descobrimos que para pôr uma carta no correio é preciso a carta ter selo e colamos o nosso. 



Lá fomos nós até ao marco do correio que fica próximo da nossa escola.



Enquanto caminhávamos pelo passeio descobrimos o marco do correio, com a ajuda de algumas pistas que a Mónica foi dando.




A C. ajudou a colocar a carta no marco...



E era tempo de voltarmos à escola e esperar que a carta fosse entregue à sala da Carmo!

"Não não, eu vou ficar aqui" - disse uma voz.

"A fazer?" - perguntei.

"Não posso ir para a escola. Tenho que esperar que o correio venha buscar a nossa carta." - justificou-se a V. 

Não esperamos pelo correio, ou melhor, pelo carteiro, mas ficamos com uma enorme vontade de receber cartas e de entregá-las no marco do correio para que cheguem ao seu destino.