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segunda-feira, 11 de março de 2019

O Cavaleiro da Dinamarca

Já em anos anteriores lemos histórias da Sophia de Mello Breyner Andresen. Conhecemos a história d' A Fada Oriana e A Menina do Mar. 

Este ano, a M. trouxe para lermos a história d' O Cavaleiro da Dinamarca.

Fomos lendo... um bocadinho de cada vez, um bocadinho cada dia! À medida que líamos, íamos fazendo o resumo do que tínhamos lido no dia anterior... Gostávamos daquele bocadinho em que ouvíamos a história deste cavaleiro aventureiro, curiosos por saber a aventura que se seguia... 

Depois de ouvirmos esta história combinamos fazer a ilustração da história...


Nesta viagem pela história do Cavaleiro, recebemos ainda a visita do pai da Rosa que anteriormente já tinha participado numa peça do Cavaleiro da Dinamarca e sabia cantar-nos uma canção sobre esta história.. e assim foi.. Ouvimos o Cavaleiro da Dinamarca pela voz do Jorge...


Depois de terminarmos o livro, convidamos a sala do 1º ciclo para ouvir o reconto da história...





Depois da história, seguiu-se uma conversa sobre a autora e os vários livros que escreveu numa partilha de experiências... Depois o M. do 1º ciclo sugeriu inventarmos a continuação da história e assim foi, cada um inventou o que poderia ter acontecido quando o Cavaleiro da Dinamarca chegou a casa...



O hábito e gosto pela livro é algo que desenvolvemos desde tenra idade, quer pelo meio que nos envolve bem como pelos hábitos que observamos nos adultos que nos rodeiam. 

Emilia Ferreiro fala-nos, neste filme, da importância da leitura em voz alta para as crianças! Deixo-vos aqui o link para que possam ouvir Emilia Ferreiro, psicóloga e pedagoga argentina.


domingo, 15 de abril de 2018

A correspondência como promotora de aprendizagens


Como referem Neves e Silva, 2015 “A correspondência escolar é uma das componentes utilizadas e desenvolvidas pelos docentes do Movimento da Escola Moderna (MEM) para, entre outras, desenvolver a compreensão das crianças/alunos acerca da funcionalidade e do verdadeiro sentido da escrita, bem como para impulsionar actividades em contexto de sala de actividades/aulas (…)”

Na nossa sala fazemos correspondência com a sala da Rita e da Bárbara e na 2ª feira recebemos mais uma carta!

Enquanto líamos a carta e víamos o que nos enviaram, encontramos um desenho com um polvo e o nome de quem o tinha feito!


A pergunta surgiu: "O que está aí escrito?"

"É Luísa"  - diziam alguns
"É polvo porque está aí um polvo desenhado." - disseram outros

Combinamos então deixar estas descobertas para a nossa tarde de descobertas da escrita!

No dia, em grupo pensamos sobre esta questão: cada um contribuiu com os seus saberes para uma construção cooperada de aprendizagens!

Rapidamente percebemos que não era "polvo" que estava escrito...

Encontrando diferentes estratégias foi unânime que seria Luísa!


Em conjunto fomos descobrir como se escreve "polvo". O conhecimento de cada um contribui para os saberes de em grupo que juntos vão mais além! 

Pensamos nos sons das letras, partimos das letras que já conhecemos por fazerem parte do nosso nome ou do nome de alguém que gostamos muito, juntamos as letras e chegamos ao resultado final! 

Analisamos ambas as palavras e percebemos que apesar de terem o mesmo número de letras, Luísa tem 3 bocadinhos (silabas) e polvo tem 2. 

Mas não foi só a palavra "polvo" que descobrimos com a letra "p"... Descobrimos mais palavras e fizemos uma lista de palavras começadas por "p"


Mas nesta carta não encontramos só desafios de escrita mas também um jogo! 

Os meninos da sala da Rita e da Bárbara partilharam connosco o jogo dos arcos que gostam muito de fazer. No dia de jogos sociais, relemos as instruções do jogo, procuramos o material necessário e montamos o percurso, fizemos equipas e começamos o jogo! 



As aprendizagens são muito mais significativas quando partilhadas e vividas com sentido! 



terça-feira, 20 de março de 2018

A preparar o Dia do Pai

O dia do pai estava a chegar e com ele os preparativos habituais! 

Em conjunto pensamos o que queríamos oferecer, que materiais iríamos  precisar, que técnicas utilizar...


Combinamos moldar o pai em plasticina e fazer um suporte para as fotografias, um postal com a técnica da gravura como aprendemos no workshop com o Nico e a Inês e o embrulho com a técnica da monotipia!

Moldamos o nosso pai numa plasticina diferente da que costumamos utilizar em sala!

Utilizamos a técnica da monotipia para fazer o embrulho da prenda! 

Fizemos a matriz para o postal do pai, depois colocamos tinta e imprimimos num papel branco!

Do outro lado do postal, escrevemos uma mensagem especial à nossa escolha...


Para a atividade com o pai, combinamos fazer uma sessão fotográfica muito divertida! Construímos uma moldura a dizer "Dia do Pai", escolhemos acessórios do faz-de-conta e outros que a Mónica trouxe de casa e inventamos frases para utilizarmos nas fotografias...

Foi tempo de escrevermos essas frases no computador.. Atividade que fizemos em conjunto com outro amigo...


Tudo estava a ser preparado para uma uma manhã especial! 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

"Eu ajudo-te!"

"Mónica ajudas-me a encontrar o meu nome para marcar a área?"  - diz a M.L.
"Eu ajudo-te!" - disponibiliza-se a S.A.


Junto ao mapa de atividades, a S. comparava os nomes escritos no mapa com o nome da M.L. escrito  no seu cartão.

A organização do espaço é fundamental de forma a que a criança se organize no espaço e consiga ser autónoma na utilização do mesmo, não dependendo exclusivamente do apoio do adulto mas contando, igualmente, com o apoio dos seus pares. Numa postura colaborativa, a S., ao ter consciência da organização do espaço, apoia a M.L. para que a mesma consiga registar a área para a qual pretende ir, encontrado estratégias para o fazer de acordo com os materiais disponíveis. 

Segunda Vala “não há pedagogia sem organização e que essa organização espelha as intenções educativas do educador, os diferentes modos de interacção das crianças entre si, com os materiais e com os adultos. O educador desempenha um papel muito importante na organização do contexto educativo pois toda a organização espacial, material e rotina educativa vão influenciar as aprendizagens que as crianças vão realizar.” (2012, p. 6).

Desta forma, é fundamental que o adulto tenha um olhar atento e reflexivo sobre o espaço de modo a permitir que o grupo seja autónomo nas suas escolhas bem como se apoie mutuamente nas exploração do mesmo, conseguindo levar a cabo as suas intenções. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Correspondência na nossa sala!

Nas férias de Natal a V. chegou do fim-de-semana com uma caixa cheia de bolinhos que a avó fez para partilhar connosco. 



Adoramos os bolinhos e para agradecermos a avó da V, resolvemos escrever uma carta...


Depois de escrevermos a carta fomos colocá-la no correio... Se na escola antiga já sabíamos onde ficava o marco do correio (aqui), desta vez, fomos explorar a comunidade e descobrimos a caixa do correio nas bombas de gasolina.


Falamos sobre as diferenças entre a caixa de correio vermelha e azul, vimos as pessoas eacolocarem combustível ou a lavar os carros, partilhamos as nossas vivências neste espaço e ficamos a conhecer melhor a comunidade que envolve a nossa escola.

Mas não é só com a avó da V. que trocamos cartas... Assim, foi tempo de irmos novamente ao correio colocarmos a carta para os nossos correspondentes de outra escola! 


Colocada a carta, voltamos para a escola e tivemos a descobrir onde o carteiro colocava as cartas caso recebêssemos alguma.. Observamos e descobrimos uma abertura no muro da escola, junto ao portão da entrada! "Acho que é aqui...!" diziam alguns, enquanto outros afirmavam com certezas ora porque tinham uma caixa de correio igual "é mesmo igual à da minha casa" ora "porque eu sei mesmo".



Fomos buscar a chave e descobrimos muitas cartas na caixa do correio...


Já na sala, vimos as cartas,  e descobrimos uma destinada a nós... Foi a avo A, avó da V. que respondeu à nossa carta...

Entusiasmados, abrimos a carta e lemos o que dizia avó...



Este tem sido um processo muito significativo e vivido por todos nós.. Desta forma, através das cartas que enviamos e recebemos vamos tomando consciência da funcionalidade da escrita no nosso dia-a-dia e da sua importância.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Amigos

Ouvimos a história Amigos de Eric Carle e a V. escreveu no Diário que queria construir este livro.


O Diário tem vindo a assumir um papel cada vez mais importante para o grupo, servindo não só para registarmos aquilo que fazemos mas também para registarmos as nossas intenções, aquilo que desejamos fazer, apoiando-nos na planificação e promovendo a participação de todos na gestão daquilo que acontece na nossa sala. 

Na reunião de final da semana lemos o diário e vimos se conseguimos fazer tudo aquilo que escrevemos no "queremos fazer", caso não o tenhamos feito voltamos a escrever no diário da próxima semana. Assim, todas as nossas propostas ficam registadas e não nos esquecemos das nossas intenções. 

Por uma questão de tempo esta era uma proposta que já tinha passado de diário em diário até ao dia em que colocamos mãos à obra e começamos a construir o livro.

Primeiro fizemos a ilustração...





Trabalhando em equipa organizaram-se, apoiaram-se e divertiram-se à medida que o livro ia ganhando forma...

Terminada a ilustração fizemos o reconto da história e combinamos a quem a queríamos apresentar. A sala escolhida foi a sala da Mariana, da Ester e da Susete e assim fizemos o convite. 


No dia e à hora combinada todos estávamos preparados para ouvir esta história contada a três vozes...



No final, terminamos esta comunicação com a partilha das bolachinhas de manteiga que a avó da V. fez a pensar em nós! 



Perceber o trabalho em equipa, a cooperação e a autonomia evidentes ao longo de todo este processo de construção do livro e da sua comunicação foi espantoso! Estamos cada vez mais crescidos...

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

"Querem ir ao parque?"

No diário da nossa sala escrevemos que queríamos ir ao parque com a Mónica e os amigos. 

Conversamos e decidimos convidar os amigos da sala da Xana para nos acompanharem nas brincadeiras no parque. 

Assim, escrevemos um convite...

Através de situações significativas em sala vamos descobrindo  as funcionalidades da escrita.

Feito o convite fomos entregá-lo.



Aceite o nosso convite, decidimos presentear os nossos amigos com bolachinhas para comermos em conjunto no parque.

Mãos na massa, fizemos deliciosas bolachas...







Tudo pronto e seguimos para o parque... Se em momentos anteriores fomos nós que seguimos de mãos dadas aos mais crescidos, agora os mais crescidos fomos nós e ajudamos os mais pequeninos na caminhada até ao parque.... 



Antes da chegada ao parque, fizemos uma paragem na relva para partilhar as bolachas...




Mais que bolachas, partilhamos conversas, gargalhas e momentos felizes... e depois partilhamos muitas brincadeiras!




Foi uma manhã muito feliz! 

Já na escola fizemos o registo das formas que utilizamos para fazer as bolachas.

Algumas formas eram conhecidas de todos, outras fomos descobrindo com a ajuda dos nossos pares. É partindo dos acontecimentos e vivências da sala que desenvolvemos competências e novos saberes.