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terça-feira, 2 de abril de 2019

A nossa cara é igual de um lado e do outro ou como é que as aprendizagens se relacionam!

No Museu Berardo a conversar com a Sara, surgiu a conversa da cor da pele, da nossa cara... Será que existe a cor de pele? Qual é a cor da pele? Depois de conversarmos percebemos que não existe a cor da pele.. Existem peles de muitas cores porque todos somos diferentes...

Assim, na sala, tiramos uma fotografia, cortamos ao meio e fizemos o desenho da nossa cara pensando nas cores que teríamos de utilizar...



No final fizemos um quadro com as nossas caras...

A M.L. perguntou ainda à Sara do Museu Berardo porque é que só tinha um brinco de um lado e a Sara explicou-nos que a nossa cara não é igual de um lado e do outro, a nossa cara não é simétrica. Assim, com a mãe do Luís, a Ana, fizemos uma experiência para perceber se a nossa cara era simétrica ou não.

Primeiro a Mónica tirou-nos uma fotografia e imprimiu em modo normal e em espelho, depois, cortamos ao meio e colamos...




Umas caras ficaram muito magrinhas e outras muito gordinhas...

Assim percebemos que a nossa cara não é simétrica! 

Depois, a Ana sugeriu ainda fazermos um quadro com as nossas caras baralhadas, ou seja, metade da cara de cada um...


E assim fizemos! Foi tão divertido...

Depois pensamos que nome poderíamos dar e combinamos fazer os nomes com a primeira silaba do nome de cada menino! 

Assim, na tarde dedicada às descobertas de escrita, fizemos este trabalho...


E assim, as descobertas da nossa sala surgem de forma significativa e com sentido para todo o grupo... 

De uma visita ao museu ao brinco na orelha, à cor da pela, a um quadro com as nossas caras, às caras simétricas e aos nomes que poderíamos dar a essas caras... tudo se relaciona de forma a que as aprendizagens sejam vividas pelo grupo! 

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Podem ajudar-nos a juntar mais copos de iogurte?

A Fátima foi à nossa sala com um pedido de ajuda: depois de observar o interesse da C. em brincar com os copos que o T. levou para o lanche, a Fátima veio à nossa sala pedir-nos ajuda para juntar mais copos de iogurte para ampliar estas explorações que a C. tinha demonstrado interesse.

Rapidamente dissemos que sim e começámos a lavar todos os copos de iogurte depois do lanche. Ao final de 3 dias e já com o balde, onde tínhamos combinado guardá-los cheio, fomos saber quantos copos conseguimos guardar, uma atividade de reservamos para a tarde de trabalho curricular comparticipado de matemática.

Ao vermos os copos cada um fez a estimativa do número de copos que tínhamos conseguido juntar, comparando, posteriormente, a sua estimativa com o número de copos.



Depois de percebermos que juntamos 47 copos, a Mónica lançou um desafio: se juntámos 47 copos e sabemos que o berçário tem 7 bebés, quantos copos ficam para cada bebé? inquietando para diferentes operações matemáticas. 
Foi então que percebemos que teríamos que dividir o número de copos pelo número de bebés.





Chegámos à conclusão que cada bebé ficaria com 6 copos. No total, os 7 bebés tinham 42 copos e que ainda sobravam 5 que poderíamos deixar na sala da Fátima para o caso de algum copo se estragar. 

Fomos então à sala da Fátima para deixar os copos que juntamos. 




Já na nossa sala foi tempo de registarmos estas descobertas...






Dias depois recebemos a visita da sala da Fátima com fotografias das explorações dos bebés com os copos de iogurte em forma de agradecimento. 



Este ano as trocas com a creche têm sido uma constante, aumentando assim o reportório cultural de ambos os grupos e reconhecendo nas crianças um papel ativo no seu processo de crescimento bem como nas restantes crianças da comunidade educativa. Cabe ao adulto, adequar a prática pedagógica, reconhecendo a potencialidade das propostas que chegam até ao grupo e que tornam as aprendizagens carregadas de significado e sentido para quem as vivência. 


domingo, 11 de novembro de 2018

"Porque é que as portas têm números?"

Na reunião de conselho a M. disse que queria fazer um projeto para descobrir porque é que as portas tê números. à M. juntaram-se mais amigos que com ela realizaram saídas à rua para observarmos os números de porta, foram pesquisar e registaram as descobertas realizadas...




Durante a realização do projeto, descobrimos que de um lado da rua estão os números pares e do outro lado estão números ímpares.

Na tarde que dedicamos a desenvolver conceitos matemáticos, fomos descobrir mais sobre o que são números pares e ímpares! Primeiro em conjunto, depois fizemos o registo individual destas descobertas. Este registo permite-nos consolidar conhecimentos e apoiarmo-nos mais individualmente na compreensão dos mesmos....

"Já percebi. É um oadrão. Um número par e outro ímpar, sempre assim!"
"Eu já sei que o 7 é ímpar porque o 6 é par, juntamos mais um fica ímpar."
Terminado o projeto foi tempo de o comunicarmos à sala da Xana!



Depois de comunicarmos o projeto, a Xana inquietou-nos para uma questão: "E se somarmos um número par com outro número par o que acontece? E se somarmos dois números ímpares será que o resultado é um número ímpar?" 

Estas provocações deixaram-nos inquietos e fomos descobrir... Mais uma vez, passamos do grupo para um momento de registo mais individualizado em que contamos com o apoio do adulto e dos nossos pares...

Somamos números pares com números pares e percebemos que obtemos sempre um número par. Somamos números ímpares com números ímpares e obtemos um número par. Somamos um número par com um número ímpar e obtemos um número ímpar!

Para realizarmos estas somas, utilizamos material não estruturado do laboratório de ciências e matemática o que nos apoiou na concretização do raciocínio. 

No entanto, os números pares e ímpares foram além das descobertas de matemática ou do projeto "Porque é que as portas têm números?" e, na tarde de jogos sociais, algumas crianças referiram que queriam fazer jogos com os números pares e ímpares...

Desta vez, através do corpo e do jogo, formamos grupo de número par e ímpar dentro dos arcos de acordo com as instruções dadas...


Também foi a pares que nos concentramos para nos conseguirmos deslocar com uma bola sem lhe tocarmos com as mãos....




Em suma, os projetos permitem-nos ir mais além nas nossas descobertas, relacionar conhecimentos e promover aprendizagens significativas e com sentido para o grupo, tornando as crianças ativas e envolvidas em todo o processo de aprendizagem!

domingo, 7 de outubro de 2018

Qual o número do meu sapato?

As conversas em grupo, as perguntas de cada um são desencadeadoras de situações de aprendizagens significativas. 
Deste modo, enquanto conversávamos, surgiu a questão "Qual o número do meu sapato, podes ver?" Foi assim, que combinamos perceber qual o número de sapato que cada um de nós calça...

 
Em conjunto, vimos o numero do nosso sapato e organizamos...

Depois, para registar, cada um de nós desenhou o seu sapato, escreveu o nome e o número respetivo...




Depois organizamos os dados, fizemos a leitura dos mesmos e o registo dos mesmos. 



E com os números dos nossos sapatos desenvolvemos conceitos matemáticos.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Salada de frutas ou "todos juntos fazemos acontecer"!

Falamos em salada de frutas mas podemos pensar em como o espírito de grupo e de cooperação é mais forte e encontra estratégias para superar alguns obstáculos que podemos encontrar...

Isto porque no diário por várias semanas consecutivas tínhamos que queríamos ir à frutaria comprar frutas para fazer uma salada de frutas... Esta ida ia sendo adiada pelo tempo instável que se tem feito sentir ultimamente...

A M.J. deu uma ideia: e se cada um trouxesse uma fruta de casa e assim já podíamos fazer a salada sem ir à frutaria!   

Todos concordaram e assim foi...

Começamos a juntar as frutas em cima da mesa...


Fizemos conjuntos, ordenamos, contamos... 


E quando chega mais um amigo com duas pêras e juntamos às duas que já tínhamos... Escrevemos matematicamente este raciocínio! 


Feita o levantamento das frutas que conseguimos, foi tempo de começar a preparação...





No final, percebemos que tínhamos tanta salada que seria possível partilhar com as restantes salas e lá fomos nós, sala a sala oferecer a nossa salada de fruta! 



Ao almoço, uma sobremesa deliciosa repleta de cores e sabores!  


quinta-feira, 5 de outubro de 2017

M de Marmelos, Marmelada e Matemática

O  M. trouxe da casa dos avós marmelos para partilhar connosco... Com os marmelos combinamos fazer marmelada! A tradicional marmelada da sala da Mónica..Ora vejam  aqui... Já é habitual por esta altura da sala da Mónica sair uma doce marmelada...



Assim, depois de lermos a receita, descascamos os marmelos à medida que íamos provando...



Já na bimby juntamos o açúcar e o limão, depois de triturar, deixamos cozer...



À tarde, na nossa agenda semanal era dia de desenvolver conceitos matemáticos e partindo dos marmelos, formulamos um problema matemático.

"O M. trouxe 4 marmelos. Usamos 3 para fazer marmelada. Com quantos marmelos ficamos?" 

Em conjunto, desenvolvemos o raciocínio lógico-matemático e traduzimos em linguagem matemática o problema, descobrindo também novos símbolos. Desta forma, de modo integrado em situações de sala que nos fazem sentido vamos desenvolvendo conceitos matemáticos. 




Quando os pais chegaram foram recebidos com um sorriso e um copinho de marmelada...


Obrigada ao M. pelos marmelos! 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Das tampas à matemática

Na reunião da manhã,  o M. trouxe para partilhar connosco uma garrafão cheio de tampas...



Começaram a surgir muitas ideias do que poderiamos fazer com as tampas! 

"Eu quero fazer carros" M.S.
"Podemos fazer padrões" J.L.
"Também podemos fazer conjuntos" M.S.

Propus então construirmos um jogo de matemática com as tampas  na tarde dedicada ao desenvolvimento de conceitos matemáticos.

"Pode ser um jogo de carros?" perguntou o M.S.

Na tarde  da nossa agenda dedicada a estes conceitos fomos construir o jogo...

E se as caixas de ovos  fossem os carros e as tampas os passageiros que andam de carro?

Foi este o mote para construirmos o nosso jogo! 

A pares, uma criança sentava os  "passageiros" no carro e o outro tinha que sentar os passageiros na mesma disposição no seu carro. No final tiramos fotografias a como estavam sentados os passageiros...


  
Sentamos os "passageiros" e em conjunto aferimos.. Será que estão sentados na mesma posição? Qual é que será que temos que trocar?

Depois pintamos os carros, ou melhor, as caixas de ovos e colamos as rodas...



Feitos os carros, imprimimos as fotografias dos passageiros sentados nos carros e arranjamos uma caixa para guardar o nosso novo jogo...

Combinamos colocar o nosso jogo nos jogos de mesa, desta forma enriquecemos esta área com um jogo construído por nós..




Sozinhos ou com outros amigos, gostamos muito de fazer este jogo à medida em que trabalhamos conceitos matemáticos tão importantes.

De acordo com as Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar (2016) O desenvolvimento de noções matemáticas inicia-se muito precocemente e, na educação pré-escolar, é necessário dar continuidade a estas aprendizagens e apoiar a criança no seu desejo de aprender. Esse apoio deverá corresponder a uma diversidade e multiplicidade de oportunidades educativas, que constituam uma base afetiva e cognitiva sólida da aprendizagem da matemática. Sabe-se que os conceitos matemáticos adquiridos nos primeiros anos vão influenciar positivamente as aprendizagens posteriores e que é nestas idades que a educação matemática pode ter o seu maior impacto (p.74).