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terça-feira, 3 de março de 2020

Das situações do dia-a-dia para um planeamento significativo

Na nossa sala procuramos que todas as propostas que acontecem tenham um sentido para o grupo. Deste modo, as propostas surgem do interesse ou de uma necessidade da criança, de uma partilha da família ou de uma observação da equipa. 

Na nossa sala temos um aquário com 2 peixinhos e, todas as tardes depois do lanche, colocamos o aquário no chão e damos comida aos peixes. Numa rotina já apropriada pelo grupo, as crianças aproximam-se, esticam a mão onde coloco o alimento e deitam-no no aquário. Ali ficam a observar  os peixinhos em busca de alimento. 



Num destes momentos, o V. mandou para dentro do aquário uma bola de plástico de um jogo da sala e ficou a observá-la a flutuar no aquário, enquanto chamava a atenção do adulto apontando para a bola admirado. 

Partindo desta situação, no dia seguinte, com o apoio da Vanessa (estagiária da Escola Superior de Educação de Lisboa) planeamos uma experiência para observar e explorar as características dos materiais da nossa.

Enchemos uma caixa grande e transparente com água e  colocamos ao dispor do grupo alguns materiais... 

Foram pegando nos mesmos e colocando-os na caixa com água. 



Curiosos foram observando o que estava a acontecer, foram procurando outros materiais na sala e colocando-no na caixa...






Sobretudo, foi um momento que permitiu muitas brincadeiras e explorações...


Num olhar atento do adulto que observou o envolvimento de cada criança, a sua participação e foi legendado estas brincadeiras. 

No final, foi tempo de limpar o chão e mudar de roupa num trabalho de equipa que se revela fundamental no dia-a-dia de uma sala. 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Os interesses individuais enquanto promotores de descobertas em grupo

Na nossa sala, os interesses de cada um são tido em conta no momento de planeamento do processo pedagógico. Os interesses de cada criança, ao serem partilhados, são promotores de novas descobertas em grupo. Deste modo, o T. partilhou alguns materiais relacionados com a quinta: livros e animais da quinta. 



Reconhecendo que os animais são um interesse do grupo, enquanto adulto, planeei um momento de brincadeiras em redor da quinta disponibilizando outros materiais de forma a ampliar as brincadeiras do grupo.

Retirando alguns materiais da sala, disponibilizei uma zona com livros e jogos relacionados coma quinta, massa de moldar para brincarem, alguns materiais naturais como cortiça e pequenos paus e outros materiais....
Depois foi tempo de muitas brincadeiras e descobertas...














Estas brincadeiras acontecem na sala mas também vão além da nossa sala, quando as partilhamos com os amigos das outras salas... 


Reconhecendo o interesse e o envolvimento do grupo nesta brincadeiras o espaço sofreu algumas alterações. Estas alterações refletem a importância do espaço como forma de corresponder aos interesses do grupo bem como a importância do mesmo ser alvo da reflexão por parte do educador. Esta organização do espaço reflete, deste modo, a intencionalidade educativo do adulto para com o grupo. 



quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Caixas

A D., o M. e a Marta Reis foram à nossa sala contar a história Caixa e uma caixa que utilizou para dinamizar a história! 






Depois de ouvirmos a história com muita atenção foi tempo de brincarmos com as caixas! 







Entramos a saímos das caixas, demos várias funções à mesma, brincamos sozinhos ou com os nossos pares... Muitas foram as brincadeiras em torno de caixas de cartão. 

Na nossa sala e na nossa escola,  as portas estão abertas e é numa constante partilha entre salas, valências e crianças que vamos crescendo e descobrindo o mundo que nos rodeia. Afinal, aprendemos com tudo e com todos! 

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Vamos brincar?

Na sala da Marta Botelho a mãe do P. partilhou uma atividade de exploração de alguns materiais preparados pela mesma que permitiu uma manhã de muitas explorações e brincadeiras do grupo. Ao aperceberem-se do grande envolvimento do grupo, a Marta e a mãe do P. partilharam connosco alguns dos materiais de eram possíveis de partilha. 

Após esta partilha, a Mónica preparou os restantes materiais e a sala para uma manhã de muitas brincadeiras. 


Depois de tudo preparado foi tempo de muitas brincadeiras...








Que manhã divertida! 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Da Pop Art às novas descobertas!

Quando fomos à Antiga Cordoaria Nacional visitar a exposição "Estrelas da Pop Art" (ver aqui) gostamos de ver as cores, os quadros grandes e identificamos várias figuras presentes nos quadros: a mão, a menina, os peixes... 

Em conjunto com a Margarida e a Beatriz (estagiárias do ISCE), refletimos de que forma poderíamos continuar a alargar as descobertas do grupo tendo como ponto de partida a visita realizada.  


De acordo com Folque, Bettencourt e Ricardo (2015) "(...) o acompanhamento/ regulação das crianças na sua descoberta do mundo e na apropriação da cultura são processos que se efetivam em diálogos constantes do/a educador/a com as crianças, com as famílias e com outros profissionais que participm na vida do grupo. São estes diálogos, mediados por diversos circuitos de comunicação, que permitem aos adultos, em cooperação, ir conhecendo as crianças e o seu universo cultural, de forma a garantir que a creche acrescenta o seu processo de humanização através da reconstrução cooperada da cultura (...)." 


Foi neste processo de diálogo com a equipa que, em conjunto, planeamos levar para a sala um conjunto de imagens presentes nos quadros da exposição, molduras com papel de celofane que permitiria ao grupo observar os elementos com várias cores e papel celofane. 









Reconhecer que a criança tem oportunidade de explorar os materiais disponíveis de diferentes formas,  sem impor a visão do adulto, permite ao adulto conhecer melhor cada criança. Por outro lado, o adulto deve ainda estar consciente dos diferentes níveis de participação de cada criança no decorrer da mesma atividade: se há crianças que participam em toda a atividade, outras revelam um maior interesse na exploração do papel celofane, do barulho que faz ao ser amachucado, da sua textura, outras nas imagens disponiveis, etc. Esta consciência e observação do adulto e da equipa permite ao mesmo fazer uma avaliação mais consciente e efetiva da atividade e do envolvimento do grupo e de cada criança respetivamente.

Após a exploração dos vários elementos, a Margarida propôs colá-los no papel autocolante. 


Atente-se na imagem: enquanto duas crianças ajudam a Margarida a colar os vários elementos no papel autocolante outra criança brinca com o papel descolado do papel autocolante. Ambas as participações, ainda que distintas, são significativas para as crianças  envolvidas. Compete ao adulto reconhecer ambas como válidas e tê-las em conta nas suas observações. 

Terminadas as colagens, colocamos cartolina à volta, em jeito de moldura, observamos o produto final e colocamos na parede. Quando colocamos na parede é importante que não esteja apenas o resultado final exposto, mas todo o processo que levou ao resultado final, para que, a restante comunidade educativa, consiga compreender o que motivou o desencadear da atividade bem como qual o processo inerente ao produto final, processo este mais importante que o próprio produto.